[Lixo acumulado na Av. Prudente de Morais, em Lagoa Nova].
A jornalista Leide Franco
escreveu neste sábado, 8 de dezembro, no Facebook: "Há poucos minutos, a
caminho da UFRN, passei pelos "corredores da folia".
A visão é triste: muito lixo e um mau cheiro insuportável oriundo dos dejetos humanos que escorrem dos banheiros químicos. A sensação que tive foi de estar no cenário de o "Ensaio Sobre a Cegueira" de Saramago. A metáfora é a mesma. Todos cegos por uns dias, com uma diferença: aqui somos os cegos que não querem ver".
A visão é triste: muito lixo e um mau cheiro insuportável oriundo dos dejetos humanos que escorrem dos banheiros químicos. A sensação que tive foi de estar no cenário de o "Ensaio Sobre a Cegueira" de Saramago. A metáfora é a mesma. Todos cegos por uns dias, com uma diferença: aqui somos os cegos que não querem ver".
Essa infestação do espaço
de todos pela sujeira de poucos acontece todos os anos e é apenas uma das
inúmeras conseqüências da privatização do espaço e do dinheiro públicos
promovida todo mês de dezembro pela Prefeitura de Natal. Este ano há um
elemento a mais a ser considerado: todo o lixo e a podridão descritos serão
eficiente e rapidamente limpos para que, esta noite, hordas de foliões bêbados
possam novamente emporcalhar algumas ruas da cidade. A mesma cidade cujas ruas
e canteiros em praticamente todos os bairros fedem a lixo acumulado há semanas
e meses e que o poder público alega não ter recursos para retirar. Bem vind@s,
como Leide Franco escreveu, à terra dos cegos!
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