Em crise política, Natal (RN) vive colapso em saúde, educação e coleta de lixo Prefeita afastada afirma ter sido condenada por 'indícios'
Esse é um novo capítulo de uma crise política que atinge a cidade desde que uma decisão judicial afastou a prefeita Micarla de Sousa (PV), em outubro, após denúncias de desvios de recursos dos cofres públicos.
No lugar dela havia assumido o vice-prefeito, Paulinho Freire (PP). Ele renunciou em dezembro para ser diplomado como vereador para a legislatura de 2013.
O próximo na linha sucessória seria o presidente da Câmara Municipal, Edivan Martins (PV). Mas ele abriu mão da prefeitura porque, mesmo não reeleito vereador oficialmente, espera que a Justiça atenda um pedido de recontagem dos votos e permita sua permanência no Legislativo no próximo ano.
Lopes Jr. assumiu a prefeitura no dia 13. O Ministério Público questionou a posse, por entender que o presidente da Câmara não pode decidir se quer ou não cumprir as regras de sucessão.
O desembargador Amaury Moura Sobrinho concordou com o Ministério Público e determinou, na sexta-feira (21), o afastamento dele.
Só que Edivan Martins anunciou nesta segunda-feira (24) a renúncia da presidência da Câmara. "Passei a ser o presidente e estou apto a assumir a prefeitura", disse Ney Lopes Jr à reportagem. "Mas, antes que eu assuma, preciso que o desembargador reconheça a renúncia."
PAGAMENTOS E LIXO
Lopes Jr. disse esperar que o reconhecimento ocorra nesta quarta. Segundo ele, a falta de prefeito vai adiar o pagamento de servidores, a assinatura de convênios com o governo federal e a negociação com empresas de limpeza --a coleta de lixo na cidade está prejudicada por atrasos em repasses.
Na semana passada, o Superior Tribunal de Justiça negou pedido de Micarla para reassumir a prefeitura.
FELIPE LUCHETE
DE SÃO PAULO
FOLHA DE SÃO PAULO
25/12/2012

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