segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Edivan Martins: O VEREADOR DO SÉCULO


Edivan Martins é o maior. O presidente da Câmara Municipal de Natal foi eleito esta semana o vereador da legislatura pelos 33 jornalistas que cobrem a Casa. Homenagem justa, ainda que tímida. Edivan merecia mais.

Pelos serviços prestados à sociedade e a abnegação no trato com a coisa pública, Martins tem condições de conquistar o posto mais alto numa eleição mais abrangente. Quatro anos é muito pouco. Edivan Martins merecia ser lembrado por 10, 20, 50, 100 anos! Homem de palavra, transparente, que não costuma se esconder durante as crises, nas derrotas ou principalmente quando, por necessidade, é obrigado a defender uma causa impopular. 

Sempre solícito, Edivan nunca – eu disse nunca! – deixou de atender a imprensa para comentar questões polêmicas e relevantes relacionadas à Câmara. Um vereador que honrou o mandato que exerceu do primeiro ao último dia. Poucos políticos têm o currículo de Edivan. Esse pode bater no peito e dizer que é independente. Um parlamentar que se recusou a transformar a Câmara Municipal numa subsecretaria da prefeitura. Político que não entrou no jogo sujo do ‘é dando que se recebe’ e, principalmente, parlamentar que não fez dos cargos pagos com dinheiro público moeda de troca para se dar bem e manter o poder na Casa. 

Edivan Martins é um exemplo a ser seguido pelos colegas. O fato de ser jornalista é outro atributo essencial. E nos últimos anos, desculpem a falta de modéstia, os jornalistas se mostraram modelos de gestores em Natal. 

Edivan não chega a ser um cavalo selvagem, como se auto-intitulou Micarla de Sousa à Folha de São Paulo semana passada, mas tem qualidades também. 

Apesar de tudo, de comandar a Casa durante quatro anos e de exercer o poder na Câmara Municipal nesse tempo, Edivan Martins vive dias difíceis. A população, injusta como sempre, achou por bem não elegê-lo novamente. 

Equívoco, aliás, corrigido pelos jornalistas que cobrem a Casa. Mas Edivan não desiste. Sabedor de sua importância para a Câmara, ele segue tentando mudar o resultado das urnas na Justiça, uma aliada de peso que costuma ser justa, especialmente quando os interessados são políticos isentos e independentes como Edivan. 

Mas esse arrodeio todo foi só para dizer que antes de escrever esta singela homenagem lembrei de um grande samba do Fundo de Quintal. Na letra de Arlindo Cruz, o sujeito diz que o cara parou de fumar, parou de beber, parou com os tamancos e os solavancos de um carnaval em Cacique de Ramos. Parou no momento exato, parou de fato e não vai mais voltar. Parou de cantar e até de compor. Parou irredutivelmente de falar de amor. 

E pra finalizar, fiquei como o sujeito da música: parei de sorrir. Parei de dizer a verdade e só vou mentir.

Rafael Duarte
DO NOVO JORNAL

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